Santa Isabel do rio Preto


Santa Isabel do Rio Preto

Valença

Santa Isabel do Rio Preto é o terceiro distrito do município fluminense de Valença, sua principal atividade econômica é produção do leite e seus derivados. É um local tranquilo, de povo muito hospitaleiro e que conta com belas paisagens. A origem de Santa Isabel do Rio Preto remonta à primeira metade do século XIX, quando da expansão da cultura cafeeira no Vale do Rio Preto. Dado o isolamento em que viviam os moradores e agricultores da parte norte da Freguesia de Santo Antônio do Rio Bonito, nas proximidades do rio Preto, os principais fazendeiros da zona tomaram a iniciativa de erigir um distrito de paz”, quando então era “impraticável a boa administração da justiça” naquela zona. Por iniciativa do capitão Anastácio Leite Ribeiro, foi criada por lei Provincial, em 1849, o curato de Santa Isabel do Rio Preto, freguesia em 1851 e atual distrito de Valença, em 1892.

Por lei provincial de 26 de maio de 1849 foi criado o curato de Santa Isabel do Rio Preto. A freguesia foi criada logo depois, em 1851. A igreja, feita a partir de 1852 em honra à padroeira da localidade, se destaca no centro desta. É um lugarejo pequeno que guarda marcas íntimas de um antigo arraial. Na zona rural o distrito preserva parte da história do país com a comunidade da Fazenda de São José da Serra. Lá vivem, aproximadamente, cerca de 200 descendentes de escravos que têm um santuário para a preservação da cultura afro-brasileira. A maior parte dos descendentes de escravos que vieram do Congo, da Guiné e principalmente de Angola. 

Por volta de 1859, a Cidade contava cerca de 5 000 habitantes e o Município 40 000 entre livres e escravos. Em 1871, os trilhos da União Valenciana chegavam à Cidade. Passava, então, a localidade por período de grande desenvolvimento econômico, graças à lavoura cafeeira; o comércio atacadista ganhou intensidade.

A Lei Áurea de 1888, abolindo a escravatura iria refletir-se profundamente na economia valenciana, uma vez que por essa época trabalhavam na lavoura de café cerca de 25 000 escravos.

Segue alguns dados de escravos que fizeram partes desta história, que por muitas vezes não são relatados como deveriam.

Todos esses nomes foram retirados de registros de batismos, não haviam sobrenomes. Os registros eram feitos somente com os primeiros nomes e o nome e sobrenomes do proprietários.

Senhores e seus escravos 1864 a 1869:

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